Se não posso dançar, não é minha revolução. Emma Goldman


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Distopia:021

Distopia::021 – Um Projeto de Cidade Global
(28 minutos – Brasil e Colômbia)

Uma cidade que vive uma tensão cotidiana, um projeto de apagamento da memória coletiva e o afastamento sistemático dos pobres do mar. Distopia::021 é um video documentário sobre a revitalização da zona portuária do Rio de Janeiro no horizonte dos megaeventos esportivos internacionais (Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos 2016).
Mais informações – http://rio40caos.com / http://antenamutante.net


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(Video) Psiquiatria – Uma história da industria da morte.

(EUA, 2006, 108 min. – Produção: Citizens Commission on Human Rights)
De acordo com o documentário, a história da psiquiatria é carregada de desumanidade e horror: Espancamento, mutilação de órgãos fundamentais, sangramento forçado e recentemente dano cerebral provocado, choque e a lobotomia foram – cada um em sua época – “cientificamente” defendidos como verdadeira cura para os pacientes. Mas depois, todos mostraram-se grandes fracassos.

Utilizada muitas vezes como ferramenta política e de controle social. Foi a base das piores teorias que fundaram a eugenia e justificaram o racismo. Foi amplamente utilizada na construção do nazismo, no controle de dissidentes do regime soviético, no Apartheid, nas bases americanas, como em Guantánamo, e em vários outros episódios onde existisse qualquer cidadão indesejável ao poder. Leia mais


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(VIDEO) LUZ

El centro de São Paulo es un foco de resistencia política.

Bairro da Luz, estigmatizado como “cracolandia” por el poder público, resiste a un intento de gentrificación en tentativa desde los años 70. El último capítulo en la historia de la política urbana del centro histórico de São Paulo, la última estrategia, es el exterminio. Bajo el nombre de Proyecto Nova Luz, más del 30% del barrio amenaza con ser desapropiado y demolido como parte de un plan para transformar la zona y expulsar a sus actuales moradores, aquellos que luchan hoy por afirmar la existencia de ese territorio y de su cultura.

Contado a través de los testimonios de tres personas implicadas en su resistencia, este documental pretende dar voz a los que luchan por el derecho a la ciudad.
Gracias Paula, Simone y Raquel, por hacernos ver la luz.
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Paula Ribas es periodista, fotógrafa y fundadora de la asociación Amoaluz, creada para defender los derechos de los habitantes del Bairro da Santa Ifigênia e Luz. Forma parte del Consejo Gestor de las ZEIS de Santa Ifigênia y Luz

Simone Gatti es arquitecta y urbanista doctorada por la Facultad de Arquitectura y Urbanismo de la Universidad de São Paulo. Investigadora que tiene como foco de estudio la gentrificación en centros urbanos, colabora desde el inicio con la asociación Amoaluz.

Raquel Rolnik es urbanista, profesora de la Facultad de Arquitectura y Urbanismo de la Universidad de São Paulo y relatora especial de la ONU para el Derecho a la Vivienda.

Proyecto Memoria Interditada.
Plataforma Museo de los Desplazados
lefthandrotation.com/museodesplazados

Proyecto completo en:
lefthandrotation.com/museodesplazados/ficha_luz.htm

Facebook del Museo de los Desplazados: facebook.com/pages/Museo-De-Los-Desplazados-Gentrificaci%C3%B3n-no-es-un-nombre-de-se%C3%B1ora/136884029757255
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O SINTE somos nós? Sou precarizadx e você?

Isso não é um desabafo, isso é indignação!
A Assembléia Estadual do Magistério de Santa Catarina ontem me provocou uma tremenda indignação, não só pela falta de combatividade dos dirigentes, mas principalmente pelos jargões e falas de dirigentes a anos em cargos de direção no SINTE, espelhos da burocratização dos sindicatos e formação de gestores que falam em nome dos trabalhadorxs, mas na prática, apenas gerenciam nossa miséria de forma mesquinha e interesseira.
Entre as falas destaco as tentativas deliberadas de atribuir à responsabilidade pelas derrotas no enfrentamento com (des)governo Colombo a base, quem é base que eles tanto falam as xs milhares de precarizadxs da educação? Uma categoria ao qual mais da metade não tem seus direitos como trabalhadorxs respeitados e submetidxs um regime típico da flexibilização do trabalho? São efetivxs também precarizadxs?
Sim todxs somos a base, mas nem todxs confiamos nossas esperanças no SINTE, longe de passar por cima da entidade é preciso questionar sua estrutura e funcionamento, apontar o dedo para esse ou aquele dirigente, é preciso sim, construir um movimento no magistério combativo, com democracia real e em prol da construção do poder popular.
Quando falo em poder popular sei que gera um preconceito danado, têm professorxs que por ignorância ou preguiça intelectual aqui que tem horror a anarquistas e socialistas não autoritários, minha preocupação não é convencer a todxs, mas aquelxs que tem independente de sua corrente política vontade de lutar e sonhos de uma sociedade mais livre, igualitária e que respeite o meio ambiente, apontados por colegas como utópicos.
Será que somos utópicos quando afirmamos que para reforçar a luta dos trabalhadorxs da educação é preciso que os dirigentes sindicais sejam rotativos? Que não se permita que o sindicalismo seja entendido como profissão?
Será que somos utópicos quando exigimos que interesses e disputas partidárias não suprimam as nossas pautas e reivindicações?
Somos utópicos quando buscamos nos organizar nas escolxs e bairros, quando nos organizamos em movimentos em defesa da educação e outros que vão além do sindicato em questões relacionadas a luta dos trabalhadorxs negros, mulheres, gays e em prol da democratização da comunicação e cultura?
Bem se isso é ser utópico, aquelxs que lutam em prol da construção do poder popular são utópicos, e me sinto bem a vontade para dizer que nossa utopia é melhor que distopia da reprodução dos valores de uma falsa democracia (liberal) e da política reacionária de quem está mais interessadx em sentar sua bunda nas cadeiras do poder e lá permanecer do que construir uma sociedade mais justa e igualitária mantidos pela inércia de quem muito fala e nada faz para mudar o triste quadro da educação.
Eu sou base e você? Se tu não te organizas, como diz a música: “Senta e chora!” pois será sempre traídx por teus atos.
Chega de reuniões a porta fechadas entre governo e entidades sindicais (porque não transmitir do rodadas por rádio ou video, temos meios barotos e simples de fazer), chega de atribuir a responsabilidade a base pelo sindicato não ter feito trabalho de base antes que as questões se agravassem, chega de atribuir ao sindicato toda responsabilidade na organização do movimento do magistério, chega desse legalismo infantil que deposita todas as forças em decisões do judiciário( esperamos 8 anos para lutar)…. -Não há alianças possíveis com governos que privatizam a educação, Seja Colombo ou a Dilma, ou lutamos com autonomia ou vamos continuar na mesma ano após ano sendo lindas ovelhinhas indo para o abate.

Zé da Ruti, desde 2005 sendo precarizado.


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(DTP) Como transformar as ações coletivas em branding (gestão de marcas)?

Por Desterro Terrorismo Poético.

  1. Escolha uma ação coletiva de tipo antagonista me sua cidade, de preferência as que tenham mais visibilidade e caráter autonomista.
  2. Participe das reuniões e se proponha a assumir as atividades ligadas a comunicação.
  3. Nas reuniões rejeite qualquer pauta concreta ligada a esquerda atribuindo a ela o a alcunha de rancorosa típica das correntes autoritárias da esquerda do século XX, quanto mais genérica a pauta melhor. “Marcha da Liberdade” “Marcha pelo Amor” são nomes bem legais
  4. Divulgue muito pelas redes sociais, mas não esqueçam de sempre deixar muito evidente que seu coletivo/empresa é um dos principais proponentes da ação, ainda que tenha que negligenciar movimentos sociais e outros coletivos que realmente vão tocar a atividade e compor a massa nas ruas.
  5. Durante a ação coletiva além da cobertura, não esqueçam de buscar sempre os veículos de comunicação comercial, afinal podem grandes parceiros no futuro, e você não quer que um militante comunitário afetado pelas políticas estatais do governo ganhe visibilidade. (vai que ele te exponha ao ridículo de dizendo para imprensa que você recebe dinheiro de empresas e governos que são responsáveis pela remoção forçada de centenas de famílias pobres).
  6. Está aí, você agora só vai ter o trabalho de sempre que falarem da ação coletiva de associar ao máximo a uma ação de seu coletivo empresa até que mesma seja esquecida e sua marca seja um SUCESSO.
OBS. caso algum coletivo ou anarquista passe a sacenear descrevendo a receita, use como argumento a idéia de pluralidade é super importante e não deixe evidente que você deseja capitalizar as ações coletivas. Isso vai mobilizar seus amigos doidões que irão funcionar como soldados dos Gulags do pós-rancor.

Saiba mais: Esquerda fora do Eixo . Por Passa Palavra.


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Nossa luta não é mercadoria!

Gestores do capitalismo do organizados em redes onde participam coletivos/empresas, instituições estatais e empresas tem se mantido pelo regime o espetacular definido pela “incessante renovação tecnológica – que consiste em uma entrega do sistema a um corpo de especialistas; a fusão econômico-estatal – que possibilita maiores ganhos tanto para grupos privados quanto para os Estados; segredo generalizado (aquilo que está por detrás do espetáculo e nunca aparece); a mentira sem contestação (com a extinção da verdade não há mais como formar a opinião pública) e a perpetuação do presente – pela abolição do conhecimento histórico, de forma geral, e de todas as informações e comentários contundentes de um passado”.
Em tempos que as tropas de choque do pós-rancor buscam tornar a rebeldia e contestação ao estebelecido uma mercadoria, a categoria fetiche da mercadoria é bastante ilustrativa : um produto é colocado em evidência na vida social, é a última novidade, o lançamento do ano – esse é a auge (apesar de já ter sido feita a escolha do ponto de vista da produção, e esta só fica à espera de sua morte para lançar outra nova mercadoria em seu lugar); depois seu prestígio tende a declinar; torna-se vulgar, pois sua mediocridade torna-se evidente. E assim, pouco tempo depois, é substituída por outra mercadoria ainda desconhecida.
Comp@s do coletivos anarquistas, contraculturais e autonomistas em Floripa estamos em  deixaremos mais uma vez passar batido? Vamos deixar nossas lutas sendo desmobilizadas e neutralizadas e nosso acumulo de discussão e experiências sendo engolidas pelos gestores?
Não há nada de ingenuo na relação de setores da esquerda da cidade com os gestores capitalismo informacional, há sim, uma nova reconfiguração de forças em prol do desenvolvimentismo e da renovação das elites e um oportunismo em se omitir diante dos fatos e dizer que isso é uma estratégia política.
É necessário reconstruir nossa atuação sob um olhar atento  ou estaremos fadadxs ao fracasso.

É hora  retomar  a Flor da Palavra.
OBS. “A Flor da Palavra”, expressão zapatista que liga a noção de florescimento ao conceito maia de “palavra”: a “palavra verdadeira” é a que vem do coração. “Verdade” não é onisciência, onipresença e eternidade como no cristianismo e na maior parte da filosofia ocidental. “Verdade” é a auto-expressão sincera em seu tempo e espaço próprios. Daí que a Flor da Palavra seja o nome que damos para a rede: referência à tecedura de instantes, lugares e lutas sinceras, tecedura de mundos com sentidos, pois fruto de trabalhos artesanais e colaborativos. Tecedura de uma colcha de retalhos que são os desejos e limites de cada pessoa ou grupo”.

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